Voltou o trânsito e voltaram também estes 5 maus hábitos ao volante

Voltou o trânsito e voltaram também estes 5 maus hábitos ao volante

A fila começa à porta de casa, o percurso até à escola demora o dobro e a hora da entrada aproxima-se a “passos” largos. Setembro devolveu as rotinas às estradas, com tudo o que isso traz de filas, atrasos e menor paciência ao volante. Pelo caminho, reaparecem gestos que conhecemos bem: o carro demasiado próximo da nossa traseira, o condutor de olhos postos no telemóvel e as mudanças de via bruscas à procura de uma fila que ande mais depressa.

É fácil reconhecer estes comportamentos nos outros, mas também vale a pena perceber se não se instalaram já na nossa condução.

1. Circular colado ao carro da frente

Aproximar-se do para-choques do carro da frente não faz a fila avançar mais depressa. Mas retira, isso sim, espaço para reagir quando o mesmo trava. E basta uma distração momentânea para transformar o habitual pára-arranca numa colisão.

Com o trânsito em andamento, uma referência prática e fácil de apreender é deixar pelo menos dois segundos de intervalo para o veículo da frente, aumentando essa margem quando as condições o exigem. Escolha um ponto fixo, como um sinal, e conte o tempo entre a passagem desse carro e a sua. Em piso molhado, a recomendação é, no mínimo, duplicar o intervalo. Mais do que olhar para o relógio à procura dos minutos que lhe faltam, importa conservar espaço suficiente para parar em segurança.

Mesmo a baixa velocidade, evite encostar-se à traseira de quem segue à frente. Se outro veículo ocupar o espaço que deixou, alivie o acelerador e recupere a distância, sem disputar acerrimamente aqueles metros “roubados”

2. Aproveitar a fila para espreitar o telemóvel

Uma notificação, uma resposta rápida, uma mudança na playlist de músicas... No trânsito lento, tudo parece compatível com a condução. Até o carro da frente parar, uma mota surgir ao lado ou um peão começar a atravessar a passadeira sem nos apercebermos.

A ANSR dá um bom exemplo que ajuda a perceber o problema: ao circular a 50 km/h, desviar os olhos da estrada durante três segundos significa percorrer cerca de 42 metros sem saber o que se passa à sua frente. A distração também atrasa o reconhecimento do perigo e a resposta do condutor.

Antes de arrancar, defina o destino no navegador, escolha o que quer ouvir e ative o modo de condução ou silencie as notificações. Se precisar de escrever uma mensagem, estacione num local adequado e seguro. A paragem momentânea numa fila não é uma boa ocasião para tratar dos assuntos que ficaram pendentes.

3. Sair atrasado e tentar recuperar tempo na estrada

O atraso começa em casa, mas é ao volante que muitas vezes se tenta resolvê-lo. Acelera-se mais, faz-se aquela ultrapassagem com menor margem de segurança, arrisca-se uma manobra que, noutra manhã, nem seria considerada. A agência norte-americana de segurança rodoviária, NHTSA, identifica precisamente os atrasos para compromissos como um dos fatores mais associados à condução agressiva.

Consulte o trânsito antes de sair e conte com tempo para estacionar ou deixar as crianças na escola. Se o atraso já for inevitável, avise antes de iniciar a viagem e reajuste a hora de chegada. Aumentar a velocidade prolonga a distância necessária para parar e agrava as consequências de uma colisão. E, não se esqueça, é possível circular depressa demais para as condições, mesmo sem ultrapassar o limite indicado na sinalização.

4. Mudar constantemente de via

A fila ao lado avança e surge logo a vontade de mudar. Pouco depois, essa para e a anterior volta a mexer. A procura da via mais rápida pode transformar-se numa sucessão de manobras bruscas, com entradas em espaços curtos e travagens impostas a quem nos segue atrás.

Evite este ziguezague. Antecipe a saída de que precisa e faça as mudanças de via com tempo: observe os espelhos, confirme o ângulo morto e sinalize a intenção antes de iniciar a manobra. O pisca permite avisar os outros; não assegura que vai existir espaço para entrar. Se falhar uma saída numa autoestrada, continue até à seguinte, sem tentar corrigir o percurso com uma travagem ou uma manobra brusca.

5. Responder à impaciência com mais agressividade

Uma entrada forçada à nossa frente ou uma aproximação excessiva pode desencadear uma reação: buzinar insistentemente, acelerar para impedir a passagem ou travar para “dar uma lição” no atrevido. Nesse momento, a atenção deixa de estar no trânsito e passa a estar no outro condutor. Evite alimentar o confronto. Mantenha uma condução previsível, deixe espaço e permita que o condutor agressivo se afaste quando puder fazê-lo em segurança. Nunca use uma travagem como represália.

E se a viagem for interrompida por uma avaria?

No regresso às deslocações diárias, vale a pena confirmar também se o equipamento de emergência está acessível e pronto a utilizar. Uma avaria ou um acidente pode obrigar a imobilizar o automóvel numa zona com muito trânsito, onde é essencial alertar quem se aproxima.

O Help Flash permite reforçar essa sinalização através de uma luz de emergência visível em 360 graus e até 1 km de distância, com fixação magnética e proteção contra os elementos (chuva e vento). Guarde-o num local que esteja facilmente ao alcance do condutor e verifique periodicamente o estado da pilha. Em Portugal, este dispositivo luminoso de segurança funciona como complemento de sinalização e não substitui o triângulo obrigatório e o colete retrorrefletor.