Regresso às aulas: 5 erros a evitar à porta da escola

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Regresso às aulas: 5 erros a evitar à porta da escola

Mochilas, lancheiras, trânsito e pais com pressa para chegar ao trabalho. À porta das escolas, bastam poucos minutos para se instalar a confusão. E, numa situação de stress, alguns comportamentos que parecem inofensivos podem aumentar o risco para as crianças. Até por isso, este ano o regresso às aulas coincide com a campanha  “Cinto-me Vivo”, promovida pela ANSR, pela GNR e pela PSP. Uma boa altura para recordar cinco erros muito comuns e fáceis de evitar.

1. Parar onde não deve

“É só um minuto.” Esta é, provavelmente, uma das frases mais ouvidas à porta das escolas. Mas parar ou estacionar no sítio errado pode dificultar a circulação e, mais importante, reduzir a visibilidade de condutores e peões. Não se esqueça que o Código da Estrada proíbe o estacionamento em segunda fila e também proíbe parar ou estacionar a menos de cinco metros antes de uma passagem assinalada para peões ou velocípedes.

Há uma razão simples: um automóvel parado junto à passadeira pode esconder uma criança (especialmente se estatura mais baixa) que se aproxima.

2. Deixar a criança sair para o lado da estrada

Sempre que o automóvel esteja parado junto ao passeio, as crianças devem entrar e sair por esse lado, afastadas do trânsito. Além de ser a opção mais segura, esta segue as normas do Código da Estrada, que estabelece, com algumas exceções, que a entrada e saída dos passageiros deve ser feita pelo lado correspondente àquele em que o veículo está parado ou estacionado.

Uma dica simples? Antes de sair de casa, deixe também a mochila desse lado ou o mais perto possível da criança, evitando que esta tenha de contornar o carro ou voltar a abrir uma porta para levar o material escolar.

3. Fazer manobras à pressa

Na “correria” diária, deixar os filhos e dar meia-volta imediatamente à porta da escola pode parecer a solução mais prática, mas com carros em fila, inúmeras crianças a atravessar e pouca visibilidade, deixa rapidamente de o ser.

O Código da Estrada proíbe a inversão de marcha, entre outras situações, quando há grande intensidade de trânsito ou visibilidade insuficiente. E, não se esqueça ao recuar não deve confiar apenas na tecnologia. Câmaras, sensores e sistemas de visão a 360 graus são excelentes auxiliares, mas não substituem a atenção do condutor. Antes de iniciar a manobra, olhe em redor, confirme os espelhos e recue devagar.

Por vezes, seguir mais alguns metros e dar a volta num local adequado é mesmo a opção mais simples e segura.

4. Aproveitar a fila para olhar para o telemóvel

O trânsito está quase parado. O telefone vibra. Parece uma boa oportunidade para responder àquela mensagem. Não é.

Segundo a ANSR, utilizar o telemóvel durante a condução aumenta quatro vezes o risco de acidente. E junto a uma escola basta uma criança surgir entre dois carros para a situação mudar num instante. Se precisa mesmo de usar o telefone, estacione primeiro num local adequado.

5. Facilitar na cadeirinha porque “é já ali”

A escola fica a cinco minutos, a criança já sabe apertar o cinto e hoje até vai com a mochila às costas. É precisamente a rotina que nos pode fazer facilitar.

Em Portugal, as crianças com menos de 12 anos e menos de 135 cm devem, regra geral, viajar no banco traseiro e protegidas por um sistema de retenção homologado e adequado ao seu tamanho e peso. E, lembre-se, não basta ter a cadeirinha no carro. É importante que esteja corretamente instalada e que o cinto ou arnês fique bem ajustado.

Segundo a ANSR, um sistema de retenção corretamente utilizado pode reduzir o risco de morte em cerca de 71% nos bebés e 54% nas crianças entre 1 e 4 anos.

E se estacionar um pouco mais longe?

Todos queremos deixar os filhos o mais perto possível da escola. Mas também não é preciso levar o carro até ao portão ou à porta da escola.

Quando houver condições para isso, estacionar um pouco mais longe e fazer os últimos minutos a pé evita mais uma paragem ou manobras numa zona congestionada e muito movimentada.

E se alguma coisa correr mal?

Podemos fazer tudo certo e, ainda assim, uma avaria acontecer. E se o carro ficar imobilizado numa zona movimentada, como a entrada de uma escola, há uma prioridade imediata: torná-lo visível para quem se aproxima.

É aqui que o Help Flash acrescenta uma camada extra de segurança. Compacto e fácil de ter à mão, permite sinalizar rapidamente um veículo imobilizado através de uma luz de emergência colocada no exterior do automóvel.

Relembramos que, em Portugal, o Help Flash funciona como complemento dos meios de sinalização legalmente exigidos (colete refletor e triângulo de sinalização), não como substituto.

E talvez seja essa a melhor regra para levar deste regresso às aulas: quando se trata de segurança, vale mais antecipar um problema do que tentar resolvê-lo à pressa. No fundo, uma chegada à escola mais segura não exige grandes mudanças. Menos pressa, mais atenção e cinco minutos bem geridos podem fazer toda a diferença.